A Meta foi obrigada a adiar a estreia dos seus óculos Ray-Ban Meta Display na França. A procura nos Estados Unidos está acima do esperado e, como a disponibilidade é limitada, a empresa não consegue abastecer outros mercados por enquanto. A chegada do produto ao país estava prevista para o início deste ano.
Apresentados no outono, os Ray-Ban Meta Display chamaram atenção por serem os primeiros óculos da linha a trazer um visor - que pode ser comandado com a ajuda de uma pulseira conectada. Mesmo sem substituir (ainda) o smartphone, o acessório pretende reduzir a dependência do celular: com as informações exibidas diretamente nas lentes, o utilizador pode fazer chamadas, pedir dados à IA e até se orientar.
Em 2025, os óculos Ray-Ban Meta Display foram lançados apenas nos Estados Unidos. O plano era expandir para Reino Unido, França, Itália e Canadá no começo de 2026.
Só que a Meta comunicou que a demanda pelos Ray-Ban Meta Display está tão alta, em um cenário de estoque curto, que a empresa precisará empurrar o lançamento em outros países. “Continuaremos a nos concentrar no cumprimento dos pedidos nos Estados Unidos enquanto reavaliamos nossa abordagem sobre a disponibilidade internacional”, escreveu a companhia. Vale lembrar que, logo depois do lançamento norte-americano, a Meta já havia mencionado falta de unidades. E, neste momento, ainda é preciso entrar em uma lista de espera para comprar os óculos com visor da Meta nos EUA.
Meta faz o cheio de novidades na CES de Las Vegas
A Meta também aproveitou a CES de Las Vegas para revelar novas funções para os Ray-Ban Meta Display. Ainda nesta semana, por exemplo, a empresa vai lançar um app de teleprompter capaz de mostrar um discurso ou anotações durante apresentações.
Outra novidade em testes é a escrita manual: com a pulseira EMG que acompanha os óculos, será possível responder a mensagens no WhatsApp e no Messenger escrevendo com as mãos. Além disso, a Meta anunciou a expansão do recurso de navegação para mais 4 cidades.
Os concorrentes chegam
Apesar de a Meta estar bem posicionada para virar líder mundial no mercado de óculos conectados, é importante destacar que a concorrência já é grande. A chinesa Xreal, por exemplo, usou o evento para apresentar seus novos óculos XREAL 1S.
A RayNeo foi ainda além e mostrou um modelo que, além de trazer IA e visor, também é compatível com eSIM, permitindo que o utilizador saia sem smartphone.
Também vale recordar que óculos conectados baseados na plataforma Android XR, do Google, devem chegar ainda este ano. E circula o rumor de que a Apple teria pausado o desenvolvimento do seu próximo headset de realidade mista para acelerar a criação dos seus primeiros óculos conectados.
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